sexta-feira, 18 de abril de 2014

O Zoo da Blogosfera


Recordo-me no dia em que te conheci. Andavas tu e o meu futuro namorado a caminhar pelo passeio, à noite. Eu, naquele dia, pura e simplesmente sai para apanhar ar fresco. O teu tamanho e todo o teu pêlo, a tua grandiosidade cativou-me não fosse eu uma apaixonada nata por animais. E, foi nessa noite, nas próximas horas que um episódio novo se tinha iniciado na minha vida e nem desconfiei.

Já me zanguei com ene de pessoas por tua causa. E, não gosto do teu temperamento mais dificil. No entanto, desde que te vi que prometi a mim mesma que seria um animal que iria sempre ocupar um lugar especial no meu coração e no que dependesse de mim não deixaria que desistissem de ti. E, a verdade é que depois de muita luta continuas no mesmo pátio de sempre. Com a tua grandiosidade, cheio de pêlo.

Gosto de te ir dizer bom dia como se fosses um humano deverás importante. E, tu, fazes-me perceber que me entendes quando me ajoelho à tua frente e me enches de lambidelas e me deixas tirar-te a remela dos olhos. 

Para além de mim quero que saibas que existem mais humanos que nunca te irão esquecer. Que gostam de ti. E, que se alguma vez pensaram em desistir de ti é porque estavam magoados com o troco da moeda. 

E, que se alguma vez eu deixar de te ir dizer bom dia que irás ter outras pessoas a quem dedicar boas lambidelas. 

Com muito amor para ti Sheik. 

Mudança de residência


Vou morrer de saudades tuas. E, espero que morras de saudades minhas. Vou querer saltar-te para os braços quando, finalmente, após um final de semana chegar ao pé de ti e te puder abraçar. Vou sentir-te longe e em simultâneo perto. Porque és o sentimento que me corre nas veias e transporta o calor entre elas até que me esqueça que existe mais para além disto. Vou sentir medo de te perder, pois vais ficar do lado de lá do alcance das minhas vistas protectoras. Vou-me zangar porque sei que não me mandarás uma mensagem durante o dia todo. E, irei zangar-me porque morri de saudades tuas.

terça-feira, 15 de abril de 2014

15 Acto


Serei sempre aquele pouco do contrário que desperta a tua mais pequena atenção. Ainda hoje me pedem para ser mulher e olho para mim e sinto-me uma pequena mulher. Em crescimento e metamorfoses. E, mesmo sendo aquele pouco do contrário, nunca me senti repartida por peças. É uma questão de não me sentir assustada com o tempo a passar e ter planos para aqueles dias em que vou receber uma reforma de merda e viver numa casinha bonita. Eu não quero mudar muito do que sou hoje. Gosto da minha pele, das minhas curvas e da minha natureza. E, gosto do meu sorriso mal-feito e do meu lápis constantemente borratado. Simplesmente, gosto. É um acto catastroficamente necessário gostar de nós. Porque se gostarmos de nós saberemos lidar com o mundo claustrofóbico, sobreviver e inventar. E, inventar-mo-nos sem nunca perder a linha e a cor. 

Banda sonora de uma fila de espera no hospital


Mudanças de espírito no locais mais improváveis. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

gosto de dormir contigo


Do Not Let Your Ego Eat You


14 Conseguir


ser-se. Sem limitações. Entrar numa loja e escolher aquela peça cliché que nunca usaríamos, pensávamos nós. Colocar seja aquilo que for na mala. Uma lingerie bonita, um perfume irresistível, uma peça de roupa inconfundível. Conseguir ser-se. Sem limitações.

Chegar ao bar. Pedir uma bebida. Um wisky para queimar as velhas memórias e ressuscitar as novas. Um espelho à frente, que faz da decoração do bar, dá um incentivo para olharmos. Conseguir ser-se. Olhar-se e sentir-se. Percebemos que afinal algum brilho existe e que afinal os dias para nós são todos iguais porque queremos. A dose do wisky chega ao fim. Do lado está um cavalheiro de smoking. Sentes-te capaz. No final da noite, ele deixa o seu cheiro nos lençóis da cama do hotel. Tu acordas, a presença dele... não te faz diferença. Porque tu sentes-te. Perguntas-te como todos os teus amores foram verdadeiros campos de guerra quando num momento glorioso de pura adrenalina plantaste uma flor. Tu achas-te. Por momentos, és qualquer coisa. Conseguiste arriscar. 

Vestes aquela peça de roupa inconfundível. Colocas, de novo, o batom roxo. Sais de salto agulha do hotel. Vais tomar o pequeno almoço e reparas: hoje o dia é o mesmo, a tua sintonia interior é que se transformou numa fénix, uma metamorfose bonita como uma borboleta rara... Uma sensação de que a partir de agora irás andar a procura da perfeita repetição.

Hoje em dia tu compras batons e tu usas. Tu desfrutas de peças inconfundíveis. Saltos agulha. Tu gostas daquele homem por momentos e consegues infatigavelmente imaginar-te a beija-lo. Tu reconheces que o cheiro dos teus lençóis é capaz de convence-lo a algo mais. A tua vida é conseguir ser-se. E, nada mais interessa nesta merda toda. 

ser-se destemido


Sou aquele tipo de pessoa destemida, que não tem nojo de nada, nem problemas muito sérios com nada e que leva outras pessoas a fazerem coisas que nunca antes fizeram ou a mudar algo em si que nunca antes pensariam em mudar. 
Sou destemida com as pessoas, principalmente. Se tiver que parar o que estou a fazer para ir ajudar uma pessoa que não conheço de lado nenhum a empurrar o seu carro que avariou no meio da estrada, faço-o e levo as pessoas que estão comigo atrás e quando elas reparam também me estão a ajudar a empurrar o carro. Se a minha melhor amiga voltar a dizer-me que não tem auto-estima então arranjo mil e uma maneiras de a fazer entender que a tem, basta procura-la. Coisas assim fazem o meu dia. 

yellow


As minhas unhas voltaram a crescer! 
Nunca as pintei de amarelo por isso para festejar este êxito passado meses e este tempo gostoso já o fiz! 
Conclusão? Sou uma mulher feliz!


Ps: Vou tomar o meu habitual café e quando chegar vou-me enfiar nos sofá e responder a todos os vossos comentários!

domingo, 13 de abril de 2014

a semana inteira vs o dia inteiro


Passear até a praia, poderosas, de batom cor de rosa. Tiramos fotos bonitas e comemos um gelado. Ela, um magnum de amêndoa e eu um corneto de limão. Passeamos. E, aquele momento caricato em que encontramos o ex-dela com a namorada. Desmancha-mo-nos a rir e a rir até ir para o carro. Fizemos uma ultrapassagem. Ouvimos música nas alturas. E, chegamos a casa. É rir num dia o que não se ri na semana inteira. 

Ma baby girls


Sim, doeu. (risos)

sábado, 12 de abril de 2014

Eu sei que...



que tenho marcado poucas visitas aos vossos cantos mas no final deste mês tudo isso já vai mudar. Vou ter outro tempo que não tenho agora para as minhas coisas.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Tatuagem:


Amanhã. Ás 17h. Que saudades de ter arte fresquinha no corpo.

Hoje é dia


de matar as imensas saudades. E, vai ser óptimo puder ligar para a mina baby as horas que quiser para le contar as maiores besteiras de sempre porque finalmente já está em Portugal!

quinta-feira, 10 de abril de 2014


É bom fazermos algo pelos outros. E, que esses outros se recordem mais tarde do valor dessa acção. É bom ser reconfortado com aqueles momentos íntimos só de amigos, a família que escolhemos. É bom quando nos dedicam uma música do especial Zeca Afonso em que muito diz em palavras bonitas.

Leica | 100 anos | A primeira máquina fotográfica portátil





3 dias


Ando à 3 dias atrás de um dos meus tatuadores. E, nada. A mim não me interessa muito, porque tatuadores há aos montes mas a ele devia de lhe interessar... afinal de contas, é dinheiro a entrar no bolso.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

"Como me afoguei", Jim Grimsley


A minha próxima companhia.
Vou deixando alguns quotes que ache interessantes acerca da história, ok?


Ando a sonhar


Com um T0 bem mobilado, um carro económico, e um cão simpático. 
Até aos 23 anos estas devem ser as minhas maiores e únicas metas. 
Por isso, hoje é dia de ir tratar de assuntos importantes!

Cidade 08


À demasiado tempo que moro no mesmo lugar. Cheio de gente, de cheiros, de parques com árvores, de milho para dar as pombas, de teatro. E, aos anos que gosto das minhas raízes. Porque o lugar onde germinamos os nossos conhecimentos deveria de ser, para todos, o lugar mais apaixonante e mais sagrado.

Invicta, 2014