quarta-feira, 9 de abril de 2014

Parece que passou um ano


Mas, não. Passaram meia dúzia de dias sem vir cá. Ando adoentada...

terça-feira, 8 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

"Fechei a porta, à loja fui em direcção"
E pra minha surpresa vejo saúde em promoção.
Tasse bem, entrei na loja, o dono via a televisão
Tinha um aspecto bueda cota, cheguei-me ao balcão
E perguntei: Ó chefe, quanto é que é a saúde?
Pra um rapaz como tu que ainda é da juventude?
Não é pra mim, é pra minha mãe que precisa.

O cota olhou-me com uma cara tipo hipnotiza
São 3000 escudos, tens sorte tá mais barato"
Enquanto ele foi buscar eu pensei: agora o que é que eu cato?
Armei-me em rato, e vi um frasco de respeito
Refundi-o nas calças embora não desse jeito

O cota ficou suspeito, deu-me o produto
E quando eu ia a bazar ele disse:
"Pera aí puto
Leva este frasco, mas este é minha oferta
É confiança, e pra ti é coisa certa"

Aceitei na boa, agradeci e despedi-me
Sublime recompensa através de um ligeiro crime.
Três ao preço de um, investindo na poupança
Mas porque é que o cota deu-me confiança?
Será que ele acha que eu preciso?
Ou pensa que eu não sou seguro?
Vou mas é provar respeito para ver se este é do puro."

Sentimento 07


Fazes cocegas na minha pele. Acordo, e mesmo que permaneças ao meu lado durante todas as noites, tenho sempre aquela tendência de te procurar com os meus olhos borratados porque sou demasiado preguiçosa para tirar a maquilhagem à noite como tu tanto me pedes. E, todas as cocegas que fazes na minha pele, aumentam, criam uma espécie de vontade incontrolável de te contornar e irritar-te. E, fazer-te sorrir. Porque tu contornas-me, irritas-me e fazes-me sorrir. E, todo o sentimento é pleno e bonito. Porque salto para as tuas cavalitas, faço-te cocegas na pele, desfaço-te a cama e rio-me da tua cara. Chamo-te nabo e parvalhão. Também te chamo de mor, muitas muitas muitas vezes. Também te chamo de bebé, muitas muitas muitas vezes. Muitas muitas muitas vezes!!! Grito o sentimento interior aos sete ventos e sabe-me bem, muitas muitas muitas vezes!

Hey, luvs

Na publicação anterior deixei ao vosso critério um desafio que consistia em fazer-me alguma perguntas. As que quisessem. E, algumas meninas, participaram por isso obrigada.
Vou então responder as vossas perguntas da maneira mais sincera que conseguir!




A Emma perguntou-me: 
Quantos anos tens? Tenho 20 anos.

Estudas o quê? Estudo Apoio à Infância.

Já tiveste blog's antes deste? Já. Já tive o meu primeiro blogue que tinha como título Sítio Mágico, depois tive outro blog que tinha como titulo o amor dá-me tesão e esse mesmo blogue passou a chamar-se Excita-me. Depois, fiz este blog com o título Escârnio, que depois mudou para Origami e que agora é o Let me blow ya Mind. Todos os blogues anteriores foram verdadeiros ossos de colecção pois tive-os bastante tempo.

O que mais gostas de fazer? Sou uma aficcionada por escrita e fotografia. Agora, também gosto muito de namorar. De estar com os meus animais. Ouvir música. Ler um pouco. Por aí.

O que mais gostas e menos gostas da tua personalidade? Não gosto que me corrigam e não gosto disso em mim porque tenho muito para aprender na vida e fico fodida quando me chamam a atenção. Gosto da minha auto-estima, gosto de conseguir ser uma boa ouvinte, também.

domingo, 6 de abril de 2014

Deixem-me a vossa pergunta

Quero que me conheçam melhor. Mesmo que a etiqueta My, Myself and I esteja bastante preenchida. Por isso, deixem-me uma pergunta sobre algo que gostariam de saber sobre mim. Sem tabus. Responderei num post posterior a todas as vossas perguntas. Love ya! 



Azul 05


O cinzento-rato que convida as gaivotas a invadir os nossos espaços. Estão perto das janelas do nosso quarto. Conseguimos vê-las com bastante pormenor quando vamos fumar um. E, é bonito. Faz-nos despertar pra vida. Dentro do nosso quarto, a tempestade não se avizinha. Pintamos as paredes de azul sereno mesmo que gaivotas na terra signifique tempestade no mar. 

Directamente do coração

Poderia escolher uma foto da minha família, de algum dos meus melhores amigos, mas, todos esses amores não são directos do coração, são directos de todo o meu ser e tudo o que sou. Por isso, vou deixar uma foto - sem revelar a identidade - do meu amor que tem sido o mais especial dos últimos seis meses e porque Abril é o mês do nosso primeiro meio aniversário. 

Porque nunca tive vontade de me imaginar numa relação e de mudar meio do meu Mundo para estabelece-la. Porque somos felizes juntos. A realidade é essa. Mesmo que uma relação, algumas das vezes, exerça muito trabalho. Porque é o namorado que qualquer menina desejaria mas fui eu a menina cheia de sorte que hoje o beijo, amanhã o abraço, e durante todo este tempo gosto dele. E, porque me ensinou, graças a uma relação com alguma diferença de idades, que tanto na vida como em relações pessoais que certas coisas que nos vulgarizam podem ser evitadas e elimina-las. E, o mais importante disto tudo despertou em mim um lado detalhista romântico.

Por tudo isto e mais alguma coisa, deixo-vos aqui a minha fotografia directamente vinda do coração.


pum pum!


Gosto de adrenalina e de armas também.
Hoje vou dar uns tiros. 

sábado, 5 de abril de 2014

Íman, 06



Éramos zero mais zero, do teu lado eram as relações sem sucesso. Dois desconhecidos que se tornaram conhecidos com pontos fáceis de acesso. Sete anos de diferença nunca foram um problema, nem um excesso.  Já nem olho para trás a pedir a fase do regresso, simplesmente, já nem peço para voltar e não me fazer sentir mais o que nunca senti antes. É que andava perdida e tu deste-me um ouvido com sentido. É que andava perdida e tu deste-me uma língua para poder contar a alguém aquilo que tinha de ser dito. Juntos entrámos num circulo  circular e bonito e mal sabia que o círculo era uma atracção fatal onde acabaria por gostar. E, para mim são horas eternas sem me cansar.

Agora, imagino-nos juntos no mesmo lugar. Bastou-me sentir que tu és transparente para o cansaço não me abater e o sentimento ser-se um encanto. E, num piscar de olhos… Oh, passou o tempo! Abril, amor mil, seis meses de puro alento. Somos um mais um e somos sós sem o outro e o gostar berrante e colorido, fala alto, é distraído e nunca fica rouco. E, aos poucos e poucos, acordo e sinto a adrenalina de sentir que gosto de ti… mais um pouco. De namorar um santo e um pecador na faceta de um menino e… Quem diria que bateria certo apesar das dúvidas que se sentia e do gostar daquelas noites bonitas que o menino me trazia.

Quem saberia que dia a dia voltaria a consumir mais? A dose aumenta, igual aqueles amores de que tão mal dizia. Perdi a pose, contigo moça, sem ti menina. Sou cega por escolha e por consequência gasto todo o meu tempo em algo descoordenado conhecido como sentimentos. Em mim é o desejo, a força do cupido, e o íman que faz força até ficarmos emaranhados em bons momentos.

A história continua e continuamos a ser um mais um. Dei-te a chama para a mão. Drogaste-me de amor e dei-te a opção de mudar o Mundo. Sinto-te a pulsação.  Fazer dois traços rectos no caminho, racionalizar os sentidos… Como é que se explica gostar de alguém? Limites não é comigo, a mão dele a brincar com o meu umbigo... Oh menino, tá quieto, e dá-me um beijinho!


E, quando relaxo e me encosto sinto o um mais um a chamar por mim. O facto de olhar para ti faz-me não olhar para o meu umbigo. Isso e na verdade seres o meu melhor amigo. Isso e na verdade a vida ser puta e do outro lado ainda ter espaço para se preocupar comigo. Quem sente assim, não pensa nas consequências, só marca presenças…  

Água 04


Afogar-te-as na maré a vida é, sem saber, se será água doce ou salgada. Sem saber se encontrarás um deserto pelo caminho ou se milhentos glaciares que te convidam a saltares dos picos mais altos para sentires um todo a flor da pele. Sem saberes irás permanentemente escolher o teu mar de rosas. E, se escolheres evitar os picos dessas rosas toda a tua água se secará. Não é a fugir que não te afogas, é a remar contra a maré. Mesmo que o barco vá ao fundo! 

As minhas tatuagens e as próximas


Tenho uma imensa paixão por tatuagens. Pequenas, médias ou grandes. Pouco ou nada extravagantes desde que para mim, feitas, tenham significado. Já tenho duas tatuagens, uma nas costas, que são dois olhos espirituais, um verde e outro castanho e com a frase - "Os olhos são o espelho da Alma."

Tenho também uma pequena frase nas costelas a dizer "Ás de Espadas." E, agora, visto que eu e o meu baby chegamos um consenso vou tatuar uma folha de cannabis simplicista no lado direito do fundo da minha barriga e no lado esquerdo dois corações simplicista onde um coração mais pequeno estará a completar o maior.

Este mês já o devo de fazer e estou ansiosa.

sem comparações, por favor


Ace: Que se passa?
Sr. C: O que se passa é quando te chamarem para vires comer é para vires logo!
Ace: Tudo bem.
D.L: É verdade.


Sr. C: Que se passa?
Ace: Estou cheia da S.
Sr. C: Não foi a S. que falou, foi a minha mãe a dizer que eu passava a vida a foder a cabeça  a S. porque se levantava tarde e não fazia um caralho...
Ace: Ah, eu não faço um caralho? Comparem-me a uma pessoa que teve as atitudes que teve... Foda-se.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Brinde 04


A vida. Que é puta. Mas, é minha. 

Faca 03

Tenho uma faca guardada na gaveta. Para cortar todas as memórias que residem ali, debaixo, do pó. Para corta-las aos bocadinhos. Para que não me cortem aos bocadinhos. 

Sou uma pessoa sem filtros. Resolvo os assuntos passados duas horas de ter acontecido para não deixar nada entalado. Coisas entaladas são más coisas. 

ínfimo pormenor


Conhecer até ao ínfimo pormenor outro corpo que não o nosso.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Amor 02


Hoje o amor é fodido. Vou dar um giro para ver se sou capaz se sentir um pequeno lufo de ar nos pulmões. Vou quebrar o ciclo e vou fumar um cigarro. Bebo um café e já parece que tenho algo no estômago. Hoje o amor é fodido porque o apetite carnal está presente. Porque as portas estão fechadas por horas mas abrem-se na manhã seguinte para que esse amor venha encher as medidas e tomar o seu café. Encher-me de conversas fiadas e beijos bem dados. Hoje o amor é fodido. Porque uma pessoa dá a mais, porque uma pessoa dá a menos, porque uma pessoa hoje só consegue obter meios termos. Metades de metades de outras metades. Hoje o amor é fodido. Ocupa-me as artérias do bom pensar, do tomar decisões, de escolher. Se pudesse escolhia-te mil vezes mas uma vez chegou para me encher de ti. Hoje o amor é fodido porque não quero a tua companhia, nem o teu cheiro, nem o teu astral perto de mim. Hoje o amor é fodido. Mas, o amor nunca me irá foder o sorriso, só o juízo. Porque sou apaixonada por esse amor e esse amor fez-me não querer nada com ele nas próximas décadas. Mas, amanhã eu sei... Esse amor vem-me beijar. Eu vou beijar esse amor. O amor é sempre fodido porque é o amor. Sobrevive. 

A minha crença em relação ao cancro.


Foi em 2004. Noites e dias a fio já se tinham passado e a rotina continuara a mesma. Andava no meu segundo 9º ano e engraçado que estava numa aula de Português. Recordo-me porque senti durante o dia todo um mau pressentimento. A minha avó estava seriamente doente com apenas sessenta e quatro anos de idade. E, aquelas noites e dias a fio que se passam e a rotina continuara a mesma só vinha a confirmar o que todos nós temíamos - o falecimento da minha avó vítima de cancro na bexiga.

Todos os dias depois das aulas ia jantar a casa e de seguida, ia de carro para o hospital passar horas a fio ao lado da figura materna mais poderosa da minha família. Eu saberia que se a minha avó falecesse que tudo iria mudar. Eu mesma iria mudar porque a minha vida iria dar uma volta de 360º. Recordo-me bastantes vezes da minha avó com saúde. Agradeço a vida por isso pois convivi com esta pessoa querida durante uns anos de boa saúde. Mas, observa-la magra, quase sem voz, pálida... Não dá para esquecer por muitas memórias boas que tenhamos.

Um ano passou-se naquele hospital até que. Num dia normal de rotina hospital vou com um sorriso na cara ver a minha querida avó. Subi primeiro e os meus pais ficaram no andar de baixo a tratar de umas coisas. Saiu do elevador. Respiro fundo como sempre fiz cada vez que ia por aquele corredor mesmo sabendo que ia inalar aqueles cheiros fortes a medicamentos. A meio do corredor a minha tia vem embalada por duas senhoras a chorar compulsivamente com os pertences da minha avó. Não quis acreditar e fui a correr ao quarto ver com os meus próprios olhos. No entanto, só fui porque saberia que aguentaria tudo o que visse afinal de contas fui eu que quis ver.

Uma senhora embalada num lençol branco num deitar estático. Saiu. Não consigo verter lágrimas. Pelo corredor penso freneticamente até que chego ao pé da minha tia que continua lavada em lágrimas. Os bancos do hospital naquele andar ficavam mesmo à frente das portas do elevador. Sento-me. E, as portas do elevador abrem-se. Era a minha mãe. Olho para ela como nunca antes tinha olhado nem depois e digo-lhe através disso simplesmente que acabou...

A minha avó faleceu pelas leis da vida. Um anjo no céu. O funeral foi tão intenso que ainda hoje me recordo de pormenores tão pequenos que me fazem perceber que sofri mesmo apesar de carregar toda essa dor por mim mesma.

Talvez um dos meus maiores receios seja que este exemplo se repita de novo na minha família muito repartida, diga-se. Nomeadamente que aconteça com o meu pai ou a minha mãe. Ainda que a palavra família tenha perdido imenso significado iria ficar desfeita. Desolada...

Esta é a razão da minha crença em relação ao cancro. Amem-se.

terça-feira, 1 de abril de 2014